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Concluindo...
5 - John Merrick, interpretado por John Hurt em O Homem Elefante (1980)

4 - Rick Blaine, interpretado por Humprey Bogart em Casablanca (1942), que nesta imagem aparece com Sam que também é muito carismático, sendo bom ser lembrado...

3 - Don Corleone, interpretado por Marlon Brando em O Poderoso Chefão (1972)

2 - George Bailey, interpretado por James Stewart em A Felicidade Não Se Compra (1946)

1 - Rhett Butler, interpretado por Clark Gable em E O Vento Levou (1939)

Então estes são para mim os 10 personagens mais carismáticos do cinema, mas quando fui fazer esta lista, descobri outros que valem a pena ser citados: Carlitos (Luzes na Cidade); Drácula (Drácula de Bram Stoker); Don Juan DeMarco (Don Juan DeMarco); Truman Burbank (O Show de Truman); Dith Pran (Os Gritos do Silêncio).
    
PS: Estou atualizando os links já que deu certos problemas na configuração...aproveitarei para adicionar alguns, e desta vez farei por ordem alfabética...
Escrito por Gabriel Carneiro às 13h25
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Eu, assim como Aurélio, do blog Cine Estranho sofremos do mesmo mal...não consigo ficar muito tempo com blogs abandonados, como esse está se tornando, e a falta de tempo me impede de fazer textos da qual eu gostaria, como um que estava planejando sobre O Advogado do Diabo e Coração Satânico, fazendo comparações entre eles (quem sabe). Então postarei algo que comecei a fazer influenciada por uma conversa de telefone com Raphael, sobre a lista dos top 40 atores/atuações de Christopher do blog Os Bons Companheiros. Então pensamos como seria interessante fazer uma lista diferente. (Obs: deu problema nos links, mas em breve resolverei isso, alguns sumiram...)
Eis os TOP 10 personagens masculinos mais carismáticos do cinema, em minha opinião (em dois posts):
10 - John Coffey, interpretado por Michael C. Duncan em À Espera de um Milagre (1999)

9 - Edward, interpretado por Johnny Depp em Edward Mãos de Tesoura (1990)

8 - Alfredo, interpretado por Philippe Noiret em Cinema Paradiso (1989)

7 - Rupert Pupkin, interpretado por Robert De Niro em O Rei da Comédia (1983)

6 - Mil Novecentos (1900), interpretado por Tim Roth em A Lenda do Pianista do Mar (1998)

Escrito por Gabriel Carneiro às 00h33
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O Homem Elefante (The Elephant Man, 1980)
O fantástico O Homem Elefante, foi o primeiro filme de destaque de David Lynch. Antes de filmes como Duna (1984), Veludo Azul (1986) e A Estrada Perdida (1997), Lynch concebeu essa obra prima com um orçamento de cinco milhões de dólares, conseguiu Anthony Hopkins, Anne Bancroft e John Hurt para estrelarem e no final de tudo ainda recebeu uma indicação ao Oscar (o filme no total obteve 8, porém não ganhou nenhuma). Tá bom? Ou quer mais? O filme é uma coisa inexplicável, uma pureza, inocência e carisma inimagináveis incorporados na personagem de John Hurt, John Merrick, é o grande aval do filme...é graças a ele que o filme se torna tão emocionante e empolgante. E mesmo o filme passando aquela mensagem de que a beleza interior que importa, o filme não cai na pieguice de tal, o que é difícil. Pricipalmente, depois de ver que os reais crápulas da sociedade não são as aberrações, e sim os oportunistas, exploradores e fanfarrões. E por que não dizer que o filme também é uma crítica à atitude das pessoas, da sociedade... uma crítica ao preconceito, que no filme é ilustrado pelo preconceito a John Merrick, e na sociedade por inúmeras coisas.
David Lynch, mesmo sendo considerado por muitos um diretor ruim, que não tem estilo nenhum, é um diretor da qual gosto. Filmes seus como "Duna" e "Cidade do Sonhos", são muito apreciados por mim, mas com certeza sua obra prima é este O Homem Elefante. O cara escreve bons roteiros, dirige bons filmes, por que justamente esse fugiria a regra??
Baseado na história verídica de Jopesph Merrick, contada por Frederick Treves, o filme fala sobre John Merrick, um homem que nasceu com muitas deformações físicas, e por isso é considerado uma aberração. Ele é forçado a ficar exposto, como um animal domesticado por seu "dono" Bytes, que o espanca. Treves, curioso, o descobre e leva-o ao hospital com intuito de curá-lo. E acaba se apegando a sua pessoa, e inserindo-o a uma sociedade de elite.
A melhor cena em minha opinião (junto com a seqüência final) é a na qual John é convidado à casa de Treves e sua esposa para "lanchar", e começa a chorar. Diz ele que a razão do fato é que jamais uma mulher tão bonita havia sido tão gentil com ele. Uma cena emocionante, tocante e de uma sensibilidade só.
John Hurt está fantástico no papel, não sei se é por mérito dele ou se é efeito da maquiagem, mas sua personagem é extremamente carismática (uma das mais que já vi no cinema), bondosa, humilde, refinada e feia (!), isso que o torna o que ele é. Um cara tão simplório, bom, uma pessoa tão fantástica julgada unicamente pela aparência. Hurt está excelente, pelo menos é o que parece. Já Anthony Hopkins é um excelente ator, não importa quando e onde, ele não tem que provar mais nada, todos sabem o ator que é e não é justamente nesse filme que será o contrário.
Mesmo com a péssima qualidade de imagem, disponível em VHS e no Telecine Emotion, percebe-se a qualidade técnica. Um figurino elegante, uma maquiagem imprescindível, cenário bem utilizado, e uma trilha sonora muito bonita, porém o tema da cena final do filme me é um tanto familiar, acho que já a escutei em algum lugar (e continua maravilhosa).
Quem teve paciência de ler até o final deste texto deve se programar para assistir este filme imediatamente...e quem já viu reveja...
Escrito por Gabriel Carneiro às 20h13
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Tróia (Troy, 2004)
O filme mais esperado para mim, neste primeiro semestre de 2004, estreou na última sexta feira. E eu com grandes expectativas fui conferir hoje o épico Tróia. E o filme não me decepcionou (tá um pouco, mas foi só um pouco), gostei bastante. Um filme digno dos grandes épicos de uma não tão longínqua época áurea desse gênero de filme. Filmes como "Ben-Hur" e "Spartacus" figuram como meus preferidos, esse gênero me atrai bastante. Mas, infelizmente, Tróia não pode ser comparado igualmente a esses. Em Tróia, existem certas falhas que chegam ser contundente ao seu desenvolvimento. Dois fatores atrapalham o filme: 1º, o filme é por demais longo, chegando a ser cansativo em algumas passagens, e nos fazendo perder um pouco do interesse na história; 2º, Orlando Bloom como príncipe Páris, numa fraquíssima interpretação que beira o rídiculo (chega a ser risível sua aparição).
A história é a seguinte:Após a paz ser conquistada entre Tróia e a Grécia, o jovem conde Páris (Bloom) ao voltar para Tróia leva consigo a bela esposa de Menelau, Helena. Menelau incomformado recorre a seu irmão Agamenon, rei de Micenas, para uma invasão a Tróia. Agamenon, que sempre quis dominar este local, aceita a requisição de seu irmão e parte para Tróia, e sabendo que o único meio de derrotar o príncipe Heitor, ávido guerreiro, é convocando Aquiles e seus mirmidões, este por sua vez odeia Agamenon e só vai para ter seu nome lembrado.
Wolfgan Peterson fez bem de desistir de Batman Vs. Superman para encarar esta obra baseada em "A Ilíada" de Homero, levando-se em conta que o filme por ele desistido teria o mesmo resultado que a atuação de Orlando Bloom neste filme. Ele é um diretor de talento, demonstra isso no filme, mesmo muitas vezes sendo meio frio na hora de focar suas personagens. É um trabalho bem interessante, sabendo gastar o orçamento de uma maneira bem mais proveitosa que Ang Lee em seu "Hulk".
Brad Pitt, que até agora só recebeu críticas negativas, por mim vai ser defendido. Pitt realmente não foi feito para viver Aquiles, mas ele até toma conta do recado. Concordo ao dizer que não é uma das melhores atuações do galã, mas em nenhum momento ele faz feio, as "caras e caretas" que todo mundo critica, a meu ver não passa de um estado emocional do personagem...e fora o fato que ele é ofuscado em todas as cenas em que Orlando Bloom está presente, devido a sua falta de convicção e expressão facial digna de um bom ator (Bloom).Já a grande surpresa foi ver Eric Bana em uma ótima atuação...isso mesmo, aquele cara inexpressivo que fez "Hulk". Ele é o melhor do trio principal, e está bem, não utiliza de caricatura e tal. Mas sem dúvida quem vai colher os louros merecidamente é o fantástico Peter O´Toole como Príamo, rei de Tróia, ele está simplesmente maravilhoso, mesmo falando muito pouco com palavras, ele fala bastante somente com suas expressões. Ah, sem me esquecer Diane Kruger foi bem selecionada para Helena de Tróia, ela realmente é belíssima.
Outra coisa que eu gostaria de destacar é o roteiro, que tem algumas falhas, mas no geral é o alicérce do filme. Com boas sacadas, como a utilização da crença mitológica por parte dos gregos, mostrada com o ritual a morte. A única coisa negativa que vi, foi a má utilização de clichês. No filme existem diálogos tão patéticos quanto os diálogos do romance de Ben Afflec e Kate Beckinsale no excelente "Pearl Harbor".
A trilha sonora é muito bonita (eu ainda não escutei a de Gabriel Yared, que foi descartada, em seu site oficial), mas James Horner conseguiu fazer algo satisfatório. A fotografia, figurinos e cenários são primordiais, e com certeza devem ser indicados ao Oscar (acho que Tróia vai levar muitas indicações técnicas).
Acho que é isso, vejam o filme e tirem suas próprias conclusões. É um filme muito bom e merece reconhecimento.
PS: Quem nunca viu ou quer rever, o Telecine Emotion está apresentando e estreando em sua grade de programação o excelente O Homem Elefante, a data e horário está no link acima. Merece ser conferido, a cópia não é das melhores mas o filme compensa.
Escrito por Gabriel Carneiro às 23h25
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Como eu estou meio sem tempo...aí vai um comentário feito há um tempo...e que não deixa de ser minha opinião.
O Pianista (The Pianist, 2002)

Roman Polanski FOI um grande diretor, suas obras-primas "Chinatown" e o "O Bebê de Rosemary" nos fazem lembrar de seus bons tempos. Um aperto no peito e uma enorme saudade daquele Polanski... Seus últimos filmes nos faz sentir pena dele. "O Último Portal" e seu mais recente "O Pianista" são filmes piegas e fracos, sem um real conteúdo. Neste último Polanski quer falar do holocausto sem passar emoção, que se torna até meio desumano por parte dele, um judeu sobrevivente da guerra. Ele conta a história com se fosse um fato normal. Porém o filme não é ruim, sob a perspectiva de um filme de holocausto, é um filme com uma real história que dramatiza bem o que os judeus viveram no campo de concentração. Mas não nos faz olhar para o personagem e dizer: Este sujeito, coitado dele, sofreu muito...Ele é um vencedor. Se você analisar mais profundamente você dirá: Que bom para ele...Ele está aí, vivo! Ainda mais sob a perspectiva de um filme indicado a sete Oscars e ganhador de três (ator, diretor e roteiro adaptado - sendo a indicação deles altamente questionáveis), espera-se um filme bonito, dramático, emocionante... Sua visão de qualidade aumenta no momento em que falam que "O Pianista" é o melhor de Polanski... Só há uma coisa a ser respondida: NUNCA!!!
Adrien Brody é Wladyslaw Szpilman, pianista polonês e judeu que ao ter seu país natal invadido por nazistas tem de procurar um modo de sobreviver, passando por peste, solidão, fome e preconceitos. Esta atuação lhe rendeu um Oscar (a meu ver injusto - sendo inclusive sua indicação discutível, onde Robin Williams por "Retratos de uma Obsessão" e Tom Hanks por "Estrada Para Perdição" estão muito melhores do que ele). Brody está fisicamente bem caracterizado, porém não está convincente, está apenas competente. Não sei se é apenas impressão, mas acho que ele está sempre com um ar esnobe.
Tecnicamente, o filme é bom, nada mais do que isso, sua trilha passa despercebida e seu figurino chega a ser comum demais. E o que mata o filme é sua lentidão e detalhismo nas cenas, o que torna o filme extremamente cansativo e demorado, apesar de suas duas horas e meia (é um filme curto se comparado a "...E O Vento Levou" e "Ben-Hur", porém estes não são cansativos e podem ter até uma dose repetida em seguida de tão bom que são).
Porém o filme tem uma cena inesquecível, vai ver pelo teor de estupidez da personagem principal, onde ele ao acabar a guerra sai vestido com um casaco nazista ao redor de poloneses sofridos.
Quero mais uma vez deixar claro, o filme não é ruim, pelo contrário, o filme é regular. Só é um filme decepcionante. Não espere muito dele.
PS: Ainda não acredito que "O Pianista" ganhou a Palma de Ouro em Cannes, e "Cidade de Deus" que é muito melhor nem sequer participou da competição.
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h29
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Diários de Motocicleta (The Motorcycle Diaries, 2004)
Diários de Motocicleta que estreou na última sexta, conta a história de um Ernesto Guevara pré-Revolução Cubana. Ernesto e seu amigo Alberto Granado, ambos estudantes de medicina (Alberto é bioquímico), resolvem percorrer a América do Sul, desde a Argentina (país natal deles) até a Venezuela, em sua moto La Poderosa, para poderem conhecer tudo aquilo que não está nos livros. E é com esse intuito que ambos saem, em 1952, nesta jornada, e é nela que Ernesto percebe as injustiças ocorridas nestes lugares, geralmente pobres, e o ativa seus ideais socialistas.
Walter Salles consegue sair de filmes medianos como "Central do Brasil", de 1998, e "Abril Despedaçado", de 2001, para alcançar a obra máxima já por ele produzida. Um filme com convicção, e não só por mérito do excelnte elenco, mas pela forma que Salles consegue colocar o humor descontraído no filme, assim coomo com a mesma discrição e sultileza vê-se a implantação dos ideais socialistas aflorando em "Che". Mas nunca fazendo propaganda deste, o filme apenas conta a história da jornada de Ernesto e Granado pela América do Sul. E o mérito de Salles é fazer com que todo o tom histórico seja implantado nesta viagem, e nunca caindo na monotonia.
Já o elenco é o grande trunfo do filme. Gael García Bernal, como Guevara, e Rodrigo de la Serna, como Granado, estão simplesmente fantásticos. Provavelmente a melhor atuação de Bernal, está excepcional, muito bem figurado, você realmente acredita que ele é Ernesto, o idealista. Este cara ainda vai longe, e será muita injustiça se ele for esquecido na cerimônia do Oscar 2005. Já Rodrigo de la Serna é a primeira vez que o vejo e foi com grande prazer que vi, a parte cômica do filme é incorporada ao seu personagem, fazendo o personagem mulherengo muito carismático.
O filme conta com uma cena de tirar o fôlego: o momento em que Ernesto atravessa o rio Amazonas a nado, para comemorar seus aniversário com os leprosos. Outra boa sacada do filme foi fazer uma cena com o verdadeiro Granado, hoje velho, olhando para o vazio e com olhos a ponto de lacrimejar. Uma cena encantadora, emocionante e a melhor do filme. A trilha sonora, além da linda cenografia são os destaques técnicos.
O roteiro é um caso a parte, mas isso é algo que cada um tem que conferir por si só. É uma obrigação assistir a esse filme, por todos elementos nele presente.
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h24
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As Bicicletas de Belleville (Les Triplettes de Belleville, 2003)

Eis a animação mais bizarra e absurda que eu já vi. Esse As Bicicletas de Belleville foi me chamar a atenção no dia que saiu as indicações do Oscar 2004, recebendo as indicações de Melhor Animação e Melhor Canção. E hoje, sem ter o que fazer e não tendo mais nada como opção no cinema (além de Como se Fosse a Primeira Vez, que eu me recuso assistir, pelo menos no cinema), resolvi então conferir essa aclamadíssima animação francesa... e não é que eu gostei. Completamente absurdo em suas situações, é um filme que pode ser resumido com uma palavra: peculiar. Digamos assim, utiliza-se do mesmo grau de "sem noção" que Kill Bill Vol. 1, só que em vez de ser na violência e similares é nas condições e situações em que os personagens passam
E ainda mais estranho é o fato do filme ser quase inteiramente mudo (não, de um modo negativo, apenas não é comum), com poucas falas... Sendo que a maioria das vezes que escutamos as vozes das personagens é durante canções (que são poucas). O filme conta a história de um garoto insatisfeito com a vida, sua avó inconformada com essa situação lhe presenteia com uma bicicleta; o garoto cresce e fica aficcionado pelo esporte, no dia de sua participação na prova de ciclismo da França ele é sequestrado pela máfia francesa, sua mãe, então, faz de tudo para encontrá-lo.
E é na conclusão que vemos as melhores sequências do filme, a perseguição de carro, o final poético... é um ótimo filme, sem dúvidas, e é basicamente graças as personagens estranhas e num tanto quanto diferentes. Por exemplo, as Triplettes de Belleville, aquelas velhas que cantam (vejam a bizarrice e absurdo, elas adquirem seus alimentos jogando granadas alemãs em um pântano), são um dos seres mais bizarros que eu já vi. O cachorro que sempre late quando passa um trem, o garoto que mesmo mais velho ainda traz a infelicidade em seu rosto.
Já a animação em si, é muito bonita, diferente, mas bonita...possui bastante estilo em sua composição. Outro trunfo do autor é evidenciar que o tempo passou, ao longo de suas cenas; e a expressão facial das personagens. além de fazer uma sátira clara aos EUA, com a cidade de Belleville sendo uma Nova York francesa, onde todos moradores são gordos e rudes.
O filme proporciona bons momentos e boas risadas, é um bom divertimento, mas é um filme que dá para esperar sair para locação...
Obs: Pra quem é fã de Donnie Darko como eu, eis uma notícia que possa-os interessar: http://www.cinema.art.br/not_cinenews_filme.asp?cod=3477
E agora uma observação (mensagem interna) ao Raphael: eu acho que Forrest Gump mereceu ganhar o Oscar de Melhor Filme em 1994.
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h52
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De Volta Para o Futuro (Back To The Future, 1985)
De Volta Para o Futuro é o típico filme que é reprisado 45 vezes ao ano nas "Sessão da Tarde" da vida, e que nunca se presta muita atenção... assim como "Edward Mãos de Tesoura", são filmes que eu nunca tinha notado a existência até assistir numa versão legendada e decente em DVD. E não foi que tive uma agradabilíssima surpresa, o filme além de ser uma excelente diversão, possui um exclente roteiro, uma excelente direção e excelentes atuações.
Robert Zemeckis se prova desde aquela época um exclente diretor (antes de sua obra-prima "Forrest Gump"), transformando a história de um jovem que volta acidentalmente 30 anos no passado, e quase destrói sua existência por modificar o passado, num dos momentos mais mágicos do cinema. O momento em que o "carro-máquina do tempo" decola, chega a ser delirante... Primorosamente arquitetado em seu roteiro. É por filmes como esse que o transformam em um dos meus diretores favoritos.
As cenas de Marty McFly em 1955, são geniais, as gafes que ele acaba cometendo e as confusões são divertidíssimas. A primeira sequência dele em 1955 são demais...primeiro conversando com a mãe, depois com o Doctor Brown.
Por incrível que pareça este não é um daqueles filmes em que um ator se destaca, nele todos se destacam... Michael J. Fox e Christopher Lloyd estão nos personagens de suas vidas... fantásticos. Christopher Lloyd está simplesmente hilária com aquela pinta de cientista louco. Outra atução que chama muito a atenção é a do Crispin Glover, ele está fantástico como pai do Marty... com todos aqueles cacoetes e similares que o torna um ator tão esquisito. E é ainda nesse filme que vemos uma jovem Lea Thompson, que nunca chegou a estourar no cinema, mas fez um enorme sucesso em seu seriado televisivo "Caroline in the City".
Os efeitos especias mesmo sendo meio ultra-passados não chegam a comprometer o desempenho final...tendo uma ótima trilha sonora... Além disso o filme ganhou o Oscar de melhores Efeitos Sonoros, além de três outras indicações. O filme é muito bom... e ainda não vi os outros dois.Vejam o filme...é excelente em tudo...
Escrito por Gabriel Carneiro às 21h59
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Kill Bill Vol.1 (Idem, 2003)

Finalmente uns dos maiores diretores da década de 90 está de volta, Quentin Tarantino voltou com a corda toda em seu último Kill Bill Vol. 1. O filme além de ser uma grande homenagem aos filmes japoneses da década de 70, e a Sérgio Leone, é uma grande obra de arte. Um filme que eu achei tão bom quanto Pulp Fiction, e que se foosse constituído como um só sem dúvida seria melhor, e sua grande obra-prima. E com certeza arrebataria boa parte dos Oscars de O Senhor dos Anéis - O retorno do rei.
A genialidade de Tarantino transforma a história de vingança num esplendor nunca visto. Usando sempre de exageros e muito sangue, sendo uma violência estilizada, ou seja, não é muito realístico.
Uma Thurman é A Noiva, perigosa assassina que no dia de seu casamento com o líder do grupo, Bill, sofre um ataque encomendado por ele e executado por suas antigas parceiras. Sobrevive, mas fica 5 anos em coma. Quando acorda, a única coisa que quer é vingança.
Este filme foi sem dúvida um dos melhores filmes de 2003, e o grande injustiçado no Oscar. Não só conta com a genialidade de Tarantino como também com excelente trilha sonora, cenas de lutas, interpretações e coisas absurdas (é o que não falta). É um filme que você sai do cinema querendo mais. E a cena de anime do filme bate quase tudo já produzido nesse gênero.
"A Vingança é um prato que se come frio."
Assistir este filme é um dever cívico de todo cinéfilo. E que venha Kill Bill Vol. 2, estarei aguardando ansiosamente.
Escrito por Gabriel Carneiro às 11h19
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Vou deixar um comentário de um dos últimos filmes que eu revi, e que está publicada no epipoca, por falta de tempo e não deixar o blog vazio... Em duas partes (a segunda segue mais abaixo)...
Os Suspeitos (The Usual Suspects, 1995) 

Provavelmente o filme mais inteligente da década de 90. Os Suspeitos foi um dos melhores suspenses policiais já produzidos. Inteligente, dinâmico, intrigante, desafiador, polêmico, e simplesmente magnífico. Esse é o tipo do filme que se você perder a atenção, nem que seja por um milésimo de segundo, se tornará um filme completamente confuso. Seu raciocínio irá se perder e você não terá noção do que está acontecendo. Mesmo com completa atenção você já fica um pouco perdido, e sempre por imaginar e se perguntar o que o filme propõe: "Quem é Keyser Soze?". É essa a dúvida que paira durante seus 105 minutos. Uma pergunta só respondida no final. Vai ver por isso o filme é tão surpreendente, você nunca terá 100% de certeza, a não ser que alguém de conte. Podem ser todos, ou não. Existem maneiras de você suspeitar, mas a surpresa será a mesma. Um dos finais mais antológicos do cinema, o que torna o filme com uma conclusão tão perfeita, inteligente e maquiavélica.
Bryan Singer estreou muito bem, fazendo sua obra-prima, mas nunca decaiu, seguiu-se ainda o excelente "O Aprendiz", e os ótimos blockbuster que realmente o tornaria famoso e abriria todas as portas com os dois "X ? Men". Singer mostrou logo do inicio sua capacidade de transformar uma história tão complicada, que é cercada por flash-backs, e cenas que vão e voltam. Isso é um problema, fazer com que torne um trama inteligente sem fazer uma coisa sem explicação. O filme tem sentido, é completamente coerente, e em hipótese alguma abusa de nossa paciência e sensatez. Creio que grande parte dos créditos vai para Singer, por sua bela condução e excelente visão e pretensão correspondida.
27 mortos. 91 milhões de dólares desaparecidos. O que será que aconteceu? Em Nova York, um navio que transportava 91 milhões de dólares e diversas pessoas, explode. Sem pistas, a polícia chega milagrosamente a "Verbal" Kint (Kevin Spacey), um criminoso aleijado. O delegado Kujon (Chazz Palminteri) pressiona Kint até falar. Segundo ele, tudo começou seis semanas antes com um roubo a um caminhão de armas. Cinco suspeitos foram presos, além de Kint, estavam Dean Keaton (Gabriel Byrne) um ex-tira corrupto, McManus (Stephen Baldwin) um bandido de quadrilhas, Tood Hockney (Kevin Pollack) um especialista em bombas e armas pesadas, e Fenster (Benício Del Toro) o principal parceiro de McManus. A partir desse primeiro encontro, o mundo da justiça estaria condenado. E assim sucede-se, até a entrada do mito Keyser Soze, a grande intriga do filme, que culmina no brilhantismo do filme.
Esse é o típico filme que necessita atenção redobrada, em todas as cenas, mas recomendo além do desfecho, o primeiro encontro deles, na delegacia e seus depoimentos. O encontro com Kobayashi (Pete Postlewaite), e os sucessivos contos e lendas de Keyser Soze. Além da cena do barco, onde eles dão sua investida.
O filme também tem grande ajuda do excelente elenco, provavelmente estariam em suas melhores performances da vida, com poucas exceções. Gabriel Byrne está perfeito como ex-tira corrupto, imprevisível até o último minuto, ele passa várias emoções além de mostrar como interpretar num suspense policial. Realmente, sua melhor atuação. Kevin Spacey, ainda em começo de carreira e sem muito prestígio, deu um show, um perfeito aleijado, que vê no crime a saída para seus problemas. Mereceu o Oscar de Ator Coadjuvante, sendo sua melhor atuação ao lado de "Seven", que estrelaria no mesmo ano, tendo as mesmas repercussões. Spacey é um excelente ator, e esse um excelente filme... se combinaram e deram um toque inesquecível ao filme. Stephen Baldwin é sem dúvida o irmão mais talentoso da estrela Alec Baldwin, apesar de só ter feitos poucos filmes de prestígio e bom gosto (como esse), Stephen é um ator competente que sabe fazer seu trabalho, apesar do individualismo nas cenas, ele é carismático e ao mesmo tempo bombástico, um ator que faz personagens de duas faces, sendo sempre um mistério. Kevin Pollack é um ator razoável, não há nada de especial, sempre fazendo papéis coadjuvantes, talvez devido a não ser um grande ator, não passa de um bom diretor. Ele em nenhum momento brilha na tela e sempre está com uma atuação caricata. Todas cenas de todos os filmes sempre com a mesma cara. Benício Del Toro, ainda era um desconhecido nos EUA e no mundo, foi seu filme de introdução, com um visual matusquelo e com pouca importância. Seria descoberto mesmo com seu Oscar em "Traffic", tornando "público" o bom ator que era. Desde esse filme já tinha boas aspirações. Cahzz Palminteri e Pete Postlethwaite estão em suas melhores atuações, centrados e criativos, mostram seu lado "mau" no filme com estilo, são bons atores com escolhas de filmes ruins, ou seja, não sabem escolher um bom roteiro. Um mal que assombra também grandes atores de Hollywood como Kevin Costner e John Travolta. Palminteri vive isso no péssimo Diabolique.
Os Suspeitos tem um excelente roteiro. É simplesmente fantástico o modo que a obra envolve as pessoas e as deixam intrigadas até a fantástica conclusão. Um dos filmes mais inteligentes já produzidos é um filme confuso que prende todos a tela. È impossível não reconhecer uma obra como essa.
O filme é completado pela ótima trilha sonora, que contribui com o envolvimento das personagens com seus respectivos objetivos. Além da ótima fotografia, direção de arte e cenário e outras técnicas atribuídas ao filme. E apesar de não ser o ponto forte, é um fator que ajuda a compor o clima de tensão do filme, mas nunca sendo exagerado. Uma das grandes características do filme é não tentar impressionar nesse ponto.
Os Suspeitos é um filme brilhante, com grande elenco e excelente direção, além de um roteiro excepcional. A notoriedade e inteligência, que é seu ponto forte, fizeram com que o filme arrebatasse dois Oscar em 1995 (Melhor Ator Coadjuvante para Kevin Spacey e Melhor Roteiro Original). E assim como diz "Verbal": "O maior mérito do diabo é acharem que ele não existe".
Escrito por Gabriel Carneiro às 10h49
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Teste
Este vai ser um post teste... Pretendo fazer um site (blog) que me satisfaça no quesito cinema. A escolha de Os Intocáveis dá-se ao fato desse filme ser muito bom e ter um nome legal para por como título deste bolg...
Escrito por Gabriel Carneiro às 09h54
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